AI-generated illustration: a great luminous hand in the clouds gently holds small glowing souls above a twilight landscape. Classical sacred-art style.
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Sabedoria · BRBSL

Sabedoria

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Texto bíblico

Voz sintética (IA)

Abrir no estúdio de imagens
Outra pessoa, preparando-se para navegar e viajar sobre ondas furiosas, invoca um pedaço de madeira mais frágil que o barco que a transporta. Pois o desejo de lucro planejou o barco, e a sabedoria foi a artífice que o construiu. Tua providência, ó Pai, o conduz, porque até no mar abriste um caminho e, nas ondas, uma passagem segura, mostrando que podes salvar de todo perigo, para que até alguém sem experiência possa navegar. É tua vontade que as obras de tua sabedoria não sejam inúteis. Por isso os homens confiam a vida a um pequeno pedaço de madeira e, atravessando as ondas numa embarcação, chegam em segurança à terra. Pois também antigamente, quando os gigantes orgulhosos pereciam, a esperança do mundo, refugiada numa embarcação, foi guiada por tua mão e preservou a semente das futuras gerações da humanidade. Bendita é a madeira por meio da qual vem a justiça; mas maldito é o ídolo feito por mãos humanas, tanto ele como quem o fez: este, porque o produziu; aquele, porque, sendo corruptível, foi chamado de deus. Pois tanto o ímpio como sua impiedade são igualmente odiosos a Deus; porque a obra será castigada juntamente com quem a praticou. Por isso também haverá julgamento sobre os ídolos das nações, porque, embora formados de coisas criadas por Deus, tornaram-se abominação, pedras de tropeço para as almas humanas e armadilha para os pés dos insensatos. Pois a invenção dos ídolos foi o princípio da prostituição, e sua descoberta, a corrupção da vida. Eles não existiam desde o princípio e não existirão para sempre. Entraram no mundo pela vaidade dos homens, e por isso foi determinado para eles um fim rápido. Um pai, consumido por uma dor prematura, fez uma imagem do filho que lhe fora tirado cedo demais. Aquele que pouco antes era apenas um ser humano morto passou a ser honrado como deus, e o pai transmitiu aos que estavam sob sua autoridade mistérios e ritos solenes. Depois, com o passar do tempo, o costume ímpio se fortaleceu e passou a ser observado como lei, e as imagens esculpidas começaram a ser adoradas por ordem dos governantes. Quando os homens não podiam honrá-los pessoalmente por morarem longe, imaginavam de longe sua aparência, faziam uma imagem visível do rei a quem honravam e, com seu zelo, bajulavam o ausente como se estivesse presente. Até mesmo os que não o conheciam foram levados a uma adoração ainda mais intensa, impulsionados pela ambição do artista; pois ele, talvez desejando agradar ao governante, usava sua arte para tornar a imagem ainda mais bela. Então a multidão, atraída pela beleza do trabalho, passou a considerar objeto de adoração aquele que pouco antes era honrado apenas como homem. Isso se tornou uma armadilha, porque os homens, escravizados pela desgraça ou pela tirania, atribuíram a pedras e pedaços de madeira o Nome que não deve ser compartilhado. Depois, já não lhes bastava errar quanto ao conhecimento de Deus; vivendo numa grande guerra de ignorância, chamavam de paz a tantos males. Pois, sacrificando crianças em ritos solenes, celebrando mistérios secretos ou realizando festas frenéticas com costumes estranhos, já não preservavam nem a vida nem a pureza do casamento, mas um matava o outro por traição ou lhe causava sofrimento por adultério. Tudo se encheu, em confusão, de sangue e assassinato, roubo e engano, corrupção, infidelidade, tumulto e perjúrio, confusão sobre o que é bom, esquecimento dos favores recebidos, ingratidão pelos benefícios, corrupção das almas, desordem sexual, perturbação do casamento, adultério e libertinagem. Pois a adoração de ídolos que nem sequer devem ser nomeados é princípio, causa e fim de todo mal. Pois seus adoradores ou se entregam à alegria até a loucura, ou profetizam mentiras, ou vivem injustamente, ou juram falso com facilidade. Como depositam sua confiança em ídolos sem vida, quando fazem um juramento perverso, não esperam sofrer dano algum. Mas, por ambas as razões, o justo castigo os perseguirá: porque pensaram mal de Deus ao darem atenção aos ídolos e porque juraram injustamente e com engano, desprezando a santidade. Pois não é o poder das coisas pelas quais os homens juram, mas a justa punição dos que pecam que sempre visita a transgressão dos injustos.
Notas · Haydock (1859, domínio público)12 notas

Notas em inglês Comentário católico do século XIX do Pe. George Leo Haydock, como foi publicado.

Estas notas conservam as polêmicas de sua época: algumas falam com dureza do povo judeu ou de outros cristãos. A Igreja ensina hoje outra coisa. O povo judeu não pode ser culpado pela morte de Cristo (Nostra Aetate 4; Catecismo 597–598), e os cristãos de outras comunidades são nossos irmãos no Senhor (Unitatis Redintegratio 3). Unidade dos cristãos

Sabedoria 14:1

Ver. 1. Him. The folly of exposing one's life, without necessity, to such imminent danger at sea, is great; though much less than to confide in idols, (C.) which are commonly made of more corruptible wood than ships. W.

↑ 1

Sabedoria 14:3

Ver. 3. Waves. Of the Red sea, (Vat.) through which the Israelites passed, (W.) or rather hast taught navigation to Noe, (v. 6.) and enabled him to build the finest vessel that ever appeared.

↑ 3

Sabedoria 14:5

Ver. 5. Saved. Before the invention of the compass, long voyages were deemed the effects of rashness, or of great confidence in Providence. C.

↑ 5

Sabedoria 14:7

Ver. 7. Cometh. By which Noe was preserved, (Corn. a Lap.) or criminals are executed.

Jansenius --- The author foretells the redemption of mankind on the cross. W.

Gal. iii. 13. S.

Aug. de Civ. Dei. C. xv. 26. S. Amb. Ps. cxviii. ser. 8.

↑ 7

Sabedoria 14:12

Ver. 12. Fornication. Invention of idols brought people to give way to spiritual fornication, and corruption of manners. W. --- They freely practised what was sanctioned by the example of their gods. S. Aug. de Civ. Dei. ii. 7. and 3 K. xiv.

24. and 4 K. xxiii. 7. 3. C.

↑ 12

Sabedoria 14:13

Ver. 13. Beginning. Truth is always prior to falsehood. H. --- Josephus (Ant. i.

4.) says, idolatry commenced in the 8th generation, and the Jews assert, under Enos. "Then began the name of God to be profaned," as the Chal. &c.

translate, Gen. iv. 26. S. Jer. q. Heb. --- The corruption of morals was the natural consequence. v. 12. --- Ever. Christ shall destroy them. C.

↑ 13

Sabedoria 14:15

Esta nota do século XIX usa linguagem polêmica; leia-a à luz da nota no início deste painel.

Ver. 15. Servants. This was at first done privately, and made the way for public idolatry. Calvin attempts to refute this assertion, maintaining that Laban's idols were more ancient, and not images. But this argument is nugatory, as theraphim may be rendered either images, (Prot. 1552.) or idols. Prot. 1603.

The latter version is preferable, as Laban called them his gods, and the Greek and Latin have idols. It is also certain, that Ninus set up the image of his father, Jupiter Belus, to be honoured by the people, before Abraham's time; and the fathers agree, that the making of images in memory of the dead, was the first occasion of idolatry. S. Chrys. hom. 87. in Matt. S. Jer. in Osee ii. &c. W. ---

Nimrod ordered divine honours to be paid to his deceased son.

Gul. Paris. Leg. --- Yet this fact is not certain. Diophante, the Lacedemonian, assigns the same origin to idolatry as is here given. Grot.

↑ 15

Sabedoria 14:18

Ver. 18. Ignorant. The arts of sculpture and painting may be prejudicial, (C.) and were therefore banished by Moses from his republic, (Philo) as the Jews were so prone to idolatry. C. xv. 4. The case is different with us. H.

↑ 18

Sabedoria 14:21

Ver. 21. Name. It cannot with propriety be given to any but God. W. --- The Jews explain this of the name Jehovah, which they will never pronounce. C.

↑ 21

Sabedoria 14:23

Ver. 23. Children. This was done by the Chanaanites, Hebrews, &c. C. xii. 23. Is.

lvii. 5. ---

Hidden. The sacrifices of Ceres, Bacchus, &c. were performed in the dark, and horrible impurities were committed. Eph. v. 12. --- Madness. Before they be initiated in the mysteries of Ceres, or prostitute themselves in honour of the deities of impurity, (Jos. Ant. xviii. 4.) in the very temples. Quo non prostrat femina templo? Juv. ix. C. --- Many crimes proceed from idolatry.

W.

↑ 23

Sabedoria 14:28

Ver. 28. Mad. Like the Bacchanalian women, running crowned with serpents, and eating raw flesh. --- Lies. The delusions of the devil, or the fraud of priests.

--- Easily. Those who believe not in religion, or in the power of him by who they swear, can give no security by an oath. They fear no harm. v. 29. Yet they are perjured if they believe Jupiter, for example, to be a god, (S.

Aug. ep. 54. ad Pub.) and if they do not, they are impious; abusing an oath, which is in itself sacred. C.

↑ 28

Sabedoria 14:31

Ver. 31. Just. Lit. "the punishment of sinners always walketh about," &c. H. ---

"The stone does not hear thee speaking, but God punishes the deceiver." S.

Aug. --- The pagans supposed that their idols sometimes punished perjury.

Juv. Sat. viii. --- It is God who does it. C.

↑ 31

Licença: Notes by Fr. George Leo Haydock (1774–1849), from the Douay-Rheims Bible with Haydock's commentary (first ed. Thomas Haydock, Manchester/Dublin, 1811–1814; New York: Edward Dunigan & Brother, 1859); New Testament notes compiled with Fr. Benedict Rayment. Public domain. Digital text: "The Haydock Bible", Internet Archive (archive.org/details/TheHaydockBible), uploaded 2011 under the Public Domain Mark. · Créditos e licenças

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